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Distrito Sala
Detalhe Evento
No Intenso Agora

No Intenso Agora

Teatro & Arte | Cinema

TAGV

Auditório
Classificação Etária
Maiores de 12 anos
Bilhete Pago
A partir dos 3 anos
2018
abr
30
Realizado

Duração

127 minutos

Intervalo

Sem Intervalo.

Promotor

Universidade de Coimbra - Teatro Académico de Gil Vicente

Sinopse

Feito a partir da descoberta de filmes caseiros rodados na China em 1966, durante a fase inicial e mais aguda da Revolução Cultural, No intenso agora trata da natureza efêmera dos momentos de grande intensidade. Às cenas da China somam-se imagens dos eventos de 1968 na França, na Tchecoslováquia e, em menor medida, no Brasil, a partir das quais, na tradição dos filmes-ensaio, tenta-se investigar como aqueles que tomaram parte naqueles acontecimentos seguiram adiante depois do arrefecimento das paixões. As imagens, todas elas de arquivo, revelam não só o estado de espírito das pessoas filmadas alegria, encantamento, medo, decepção, desalento como também a relação entre registro e circunstância política. O que se pode dizer de Paris, Praga, Rio de Janeiro e Pequim a partir das imagens daquele período? Por que cada uma dessas cidades produziu um tipo específico de registro?

Ficha Artística

João Moreira Salles

Realizador

João Moreira Salles

Informações Adicionais

Cinquenta anos depois de 1968, o documentarista brasileiro João Moreira Salles (NOTÍCIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR, ENTREATOS, SANTIAGO) recuperou as imagens do Maio de Paris e da Primavera de Praga, e juntou-as com os filmes amadores que a sua mãe fez, em 1966, numa viagem à China, em plena Revolução Cultural. O resultado é NO INTENSO AGORA, um filme-ensaio com uma tonalidade marcadamente poética que, nas palavras do realizador, tenta entender como se chega a perder a capacidade para a alegria.
Ivan Nunes, Público
Foi bonita a festa, pá, cantava Chico Buarque a propósito do 25 de Abril, mas a frase aplica-se ao requiem apaixonado que João Moreira Salles dedica ao Maio de 1968. Porque é isso que é No Intenso Agora, filme-ensaio inteiramente construído a partir de material de arquivo e sonorizado apenas pela voz do realizador e pela música de Rodrigo Leão: uma celebração, desencantada mas apaixonada, de uma festa que sacudiu o mundo; e um requiem por um mundo alternativo que se entreviu por entre a liberdade e o perigo de 1968 sem nunca ter chegado a existir realmente. Moreira Salles cita isso directamente, quando pega nas declarações de Daniel Cohn-Bendit, o porta-voz dos estudantes durante as lutas de Maio em França: o importante é dar corpo a uma experiência que não dure, que permite entrever uma alternativa que num piscar de olhos desaparece mas ao mesmo tempo prova que pode existir.
Jorge Mourinho, Público

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